o monstrinho do cemitério
todo mundo que vai ao cemitério de noite só quer ver mula-sem-cabeça, vampiro e alma penada. tem uns que querem fazer macumba, mas estes são poucos. e tem uns que são mórbidos mesmo.
por esta razão o monstrinho do cemitério se sente intimidado e inseguro. ele pensa: "não tenho os caninos do drácula, mas tenho imaginação, pôxa, chuif". ele tenta tomar coragem, mas ninguém reporta sua presença no mundo, esta humanidade ingrata.
o monstrinho do cemitério quer ser pop star. mas não há jornal que verifique sua presença, seja por medo, sugestão ou inquérito.
ele mora numa cova rasa, mas é só pra assustar. ele enfiou na cabecinha que quem mora em cova assusta, mas estamos por demais acostumados com essa condição.
o problema do monstrinho que mora no cemitério é que ele é bonito. não adianta maquiagem, a gente vai achar ele fofo. correndo pra lá e pra cá, puto da vida, fazendo cara de mau, mas tudo que a gente quer é botar ele no colo e levar pra casa, engaiolar. (porque a gente sempre quer engaiolar o que ama, assassinos que somos).
ele aprendeu recentemente a dar pum com um bêbado que mora no parque em frente ao cemitério. grande pum. um zumbidinho de nada, um boneco esse monstrinho. um pândego, quer aprender a ser monstro com um bêbado triste de parque.
ele seria um verdadeiro monstro de cemitério caso se catapultasse para o mundo fora dos muros dos mortos, mas como ele prefere o silêncio dos mortos à loucura dos vivos, continuará terno como a fruta temporã, ah a maldição (condição) da doçura eterna...
por esta razão o monstrinho do cemitério se sente intimidado e inseguro. ele pensa: "não tenho os caninos do drácula, mas tenho imaginação, pôxa, chuif". ele tenta tomar coragem, mas ninguém reporta sua presença no mundo, esta humanidade ingrata.
o monstrinho do cemitério quer ser pop star. mas não há jornal que verifique sua presença, seja por medo, sugestão ou inquérito.
ele mora numa cova rasa, mas é só pra assustar. ele enfiou na cabecinha que quem mora em cova assusta, mas estamos por demais acostumados com essa condição.
o problema do monstrinho que mora no cemitério é que ele é bonito. não adianta maquiagem, a gente vai achar ele fofo. correndo pra lá e pra cá, puto da vida, fazendo cara de mau, mas tudo que a gente quer é botar ele no colo e levar pra casa, engaiolar. (porque a gente sempre quer engaiolar o que ama, assassinos que somos).
ele aprendeu recentemente a dar pum com um bêbado que mora no parque em frente ao cemitério. grande pum. um zumbidinho de nada, um boneco esse monstrinho. um pândego, quer aprender a ser monstro com um bêbado triste de parque.
ele seria um verdadeiro monstro de cemitério caso se catapultasse para o mundo fora dos muros dos mortos, mas como ele prefere o silêncio dos mortos à loucura dos vivos, continuará terno como a fruta temporã, ah a maldição (condição) da doçura eterna...


